MC Tubarão vence 12 Horas de Tarumã após duelo com recorde de velocidade

Emoção e festa da MC Tubarão e de Julio Martini, na sua primeira vitória

Um duelo a mais de 200 km/h definiu a 38ª 12 Horas de Tarumã. Foi uma vitória com folga da MC Tubarão, mas apenas na bandeirada. A equipe teve que imprimir um ritmo muito alto para segurar os ataques do novo protótipo AJR #46, da Mottin Racing, contou com problemas do rival para se afastar e, com a pilotagem inspirada de Tiel de Andrade, Matheus Stumpf e Julio Martini fez a festa com a primeira colocação e o recorde de voltas com 591 passagens. O inusitado da corrida teve até um cusco invadindo a pista, na hora da largada. Liderou o pelotão e saiu da frente bem na hora, sem gerar acidentes.

O segundo lugar ficou com o valente MRX #75 do trio Juliano Moro, Henrique Assunção e Cláudio Ricci. Apesar de correr na classe P2, o carro com menor potência não deixou o líder abriu e incomodou enquanto podia. Ao final, cruzou a 8 voltas de desvantagem, mas prometendo mais para breve. O MRX #2 fechou em segundo lugar da classe, superando problemas durante a madrugada. O terceiro posto teve outra surpresa, com o protótipo P3, MCR #95 vencendo na sua classe e esbanjando competitividade com o futuro piloto da Indy Lights Lucas Kohl, o pai Hardy Kohl e o veloz Marcelo Vianna. Conseguiram desbancar o MCR Lamborghini, campeão das 12 Horas de 2016.

AJR #46 deu show no duelo com o Tubarão, mas parou com problemas de câmbio

Com um grid de 18 carros, os pilotos tiveram espaço para imprimir uma velocidade recorde na pista. O que também abriu uma guerra de acelerador entre a MC Tubarão e a Mottin com seu novíssimo AJR #46. Christian Castro largou do fundo do pelotão e levou o AJR ao sextou lugar em menos de dez voltas. Chegou a assumir a ponta na madrugada, até Matheus Stumpf assumir o comando do Tubarão e disparar para cima.

Começaram a trocar recordes de volta da prova, um atrás do outro. O AJR, pilotado por João Santanna, Castro, Gustavo Martins e Pedro Castro, registrou a melhor passagem da prova. Incríveis 1min00s590, uma volta mais rápida que a pole-position, só que de tanque cheio.

Voyage #7 foi o vencedor retro da classe Turismo – Foto Flávio Bandeira – especial CP

Mas carro novo pode surpreender com problemas. O primeiro foi uma quebra de semi-eixo, que fez perder oito voltas. O protótipo voltou voando baixo e tirando a desvantagem, mas perto do amanhecer um superaquecimento do câmbio encerrou sua participação. Aí, o MC Tubarão assumiu o comando, controlou o MRX #75 e foi para a galera.

Aldees coroaram grande disputa fechando a prova em formação

Os bons duelos ainda tiveram o MRX #56 com vários danos arrastando um carro sem aerofólio até a linha de chegada para finalizar em segundo da P3. Na GT4, um duelo da Aldees durou a prova toda com vitória dos irmãos Kreuz com o carro #118, à frente do #70, da família Goulart e J.B. Rodrigues.

Outra grande história foi a do Corsa #99 (Andrade, Ramos, Rota, Pacheco, Matuzalén). O carrinho ficou pronto de última hora, tendo o número marcado com fita adesiva nos vidros. Ainda passou por uma troca de motor e acelerou sem parar até vencer na classe TL. Ficou à frente do inusitado Monza #469. O primeiro posto da T1 foi o Voyage #7, mais bem colocado do Turismo com o 11º lugar, com Weber, Rocha, Fontes, Messa e Dimare.

Confira abaixo a cobertura completa:

Bernardo Bercht :