12 Horas de Tarumã reúne tradição e evolução tecnológica em 2018

Protótipo AJR #46 será uma das grandes atrações da corrida. Foto Mottin Racing / Divulgação CP

O Rio Grande do Sul respira gasolina e velocidade neste final de semana. As tradicionais 12 Horas de Tarumã chegam às sua 38ª edição quando largar à meia-noite deste sábado. No caminho até a bandeirada, ao meio-dia de domingo, há grande expectativa para a estreia do protótipo AJR #46 da equipe Axxo-Mottin Racing. Ao mesmo tempo, a equipe MC Tubarão, atual campeã, tentará defender o título. PitLane e Guaíba 300 por Hora vão trazer a cobertura direto da pista, em todos os detalhes no asfalto e nos bastidores.

A criação da fábrica Metal Moro, que tem a meta de ser o carro de corrida mais rápido do Brasil, já venceu corridas curtas. Agora, enfrentará pela primeira vez a maratona de longa distância. Um dos pilotos, Christian Castro, leva na bagagem o sobrenome com mais vitórias em Tarumã. “São 15 troféus nas 12 Horas. Mas é uma corrida muito difícil. Não terminei mais da metade das que participei”, comenta.

Christian avalia que o time faz uma aposta ao trocar o protótipo campeão MCR P2 #46 pelo AJR. “Estamos aposentando nosso xodó. Ganhei quatro provas com o MCR”, lembra. “Agora vamos de AJR, um carro de excelente desempenho no endurance. É o carro mais rápido do Brasil, de projeto. Mas nossa ideia é tornar o mais confiável, a meta não é performance”, explica.

Equipe Tubarão tenta repetir a dose de 2017 – Foto Bernardo Bercht

Mesmo pensando em todos os detalhes e, na hora de pilotar, poupando onde der, o imponderável é quase uma regra em Tarumã. “Já quebrei às 11h30min da manhã. Não terminei mais da metade das que participei. Exige muito do carro e do piloto”, pondera. “A partir das 10h, 10h30 é o maior risco. Tem muito desgate do carro e do piloto. Muitas vezes não adianta poupar muito, quando vai quebrar, quebra.”

Fora a resistência, um outro elemento forma a mítica das 12 Horas, o medo. “Susto acontece em todas as corridas”, garante Christian. “Tem carros mais lentos, o cara da frente pode não estar prestando atenção e acaba quase batendo. Isso acontece sempre, o tempo todo que está na pista.”

“É uma corrida perigosa, é da história dela ser assim”, reconhece Christian. “Tem pilotos com muita experiência, outros nem tanta. Precisa ter cuidado. Tem que levar o carro no colo até a bandeirada”, aconselha.

Pole-position

O protótipo mais rápido no treino de classificação da sexta-feira foi o MC Tubarão #5, que terá os pilotos Tiel de Andrade e Julio Martini. O carro anotou 1min00s538 em condições de pista longe das ideais, já que choveu forte na Região Metropolitana antes dos treinos. Em segundo veio o MCR #71 da dupla Ian Ely e Daniel Claudino, com 1min02s518.

Bernardo Bercht :