Humano e sonoro

“Green Book” é um daqueles filmes que será muito visto nestes momentos. Sobretudo em função daqueles que gostam de conhecer e assistir aos filmes que despertaram o interesse dos membros da Academia de Hollywood e da crítica internacional. Dirigido pelo  cineasta estadunidense Peter Farrelly, conhecido por trabalhar com seu irmão Bobby Farrelly, na dupla chamada irmãos Farrelly, faz aqui um voo solo, seguro e competente. Na tela, a trama de “Green Book” conta a história de Tony Lip, vivido de forma intensa pelo ator, produtor, autor, músico, fotógrafo, poeta e pintor norte-americano e dinamarquês Viggo Mortensen (da trilogia “O Senhor dos Anéis”). Lip é um segurança ítalo-americano que é contratado como motorista pelo músico e maestro interpretado pelo surpreendente e talentoso ator e rapper norte-americano Mahershala Ali. Os dois atores concorrem ao Oscar em suas categorias, pelas atuações que tiveram em “Green Book”. Ali vive um famoso pianista negro, respeitado no mundo da música, e que está prestes a sair em turnê pelo sul dos Estados Unidos. O filme mostra, com a dramaticidade necessária e pitadas de elementos cômicos, como o motorista Lip vai se envolvendo em um mundo desconhecido, no qual o talento e a sensibilidade não tem cor, mas enfrenta preconceito e prepotência intolerante. Ao tornar-se motorista do músico, descobre uma forma diferente de ser e encarar a vida, o mundo, o outro e a arte. Sem cair na lição de moral, os conceitos que a obra põe em cena transitam levemente por um roteiro com ritmo e sensibilidade.

Outro elemento presente é o tal green book do título, espécie de guia de comportamento dentro de uma sociedade segregacionista. Aponta os lugares onde os negros podem ir, onde serão aceitos e não molestados. Nele constam os poucos estabelecimentos seguros para os afro-americanos no início dos anos 1960.

No decorrer da trama os personagens vivem situações de racismo e expõem caminhos de profundas transformações. O filme levou três prêmios do Globo de Ouro, levando para casa três prêmios. Também foi vencedor do Festival de Toronto em 2018 e, obviamente, é compreensível que

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