Bullying contemporâneo

Kikitos de melhor filme, roteiro (de Muritiba e Jessica Candal) e desenho de som (Alexandre Rogoski), “Ferrugem”, dirigido por Aly Muritiba, é atual e um pesado retrato de como o bullying virtual é nocivo, principalmente para os jovens ligados nas redes sociais.
Dividido em duas partes, a trama começa com a adolescente Tati (Tiffanny Dopke) entrar numa forte depressão, com resultados terríveis, após perder o celular em uma festa, e ver as imagens de um vídeo que havia feito com um ex-namorado ir para nos grupos de whatsapp do colégio onde estuda.
Os colegas se mostram intolerantes e reacionários com a jovem. Ela se vê sozinha, rejeitada por todos, e com medo de de revelar a verdade aos pais, optando por uma saída equivocada e inesperada.
Na segunda parte, observamos o novo namorado de Tati, Renet (Giovanni de Lorenzi) tendo de conviver com as consequências dos atos de Tati e o dele também. E a reação da família da menina – o pai Davi (Enrique Diaz) e a mãe Raquel (Clarissa Kiste).
“Ferrugem” é batizado assim para explicar como fica a menina após ter o vídeo vazado. Tati se sente corroída por dentro, sufocada, gasta. Cruel.
CineCP :